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Finanças

Taxas futuras de juros no mercado doméstico sobem em sintonia com Treasuries

Desempenhos vieram salto na confiança do consumidor dos EUA.

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Real Moeda brasileira

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam a sexta-feira (14) em alta no Brasil, em sintonia com o exterior, onde os retornos dos Treasuries também sustentavam ganhos após dados revelarem um salto na confiança do consumidor norte-americano, voltando a colocar pressão por juros mais elevados nos EUA.

Em sessões anteriores, dados de inflação nos EUA sugeriram um cenário menos preocupante para o Federal Reserve no controle de preços, o que abriu espaço para um recuo nas taxas dos Treasuries. Nesta sexta-feira, o movimento foi contrário.

Isso ocorreu porque a leitura preliminar da Universidade de Michigan sobre o índice geral de confiança do consumidor ficou em 72,6 este mês, a leitura mais alta desde setembro de 2021, em comparação com 64,4 em junho. Economistas consultados pela Reuters previam uma leitura preliminar de 65,5.

“Como o dado veio muito forte, vimos o dólar ganhando bastante força, enquanto os retornos dos Treasuries viraram e abriram bem, com a visão de que, com sentimento tão positivo, fica difícil controlar a inflação nos EUA. Assim, cresceu o sentimento de que o Fed pode elevar mais os juros”, comentou Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital.

Neste cenário, tanto os títulos norte-americanos de 2 anos quanto os de 10 anos apresentavam altas consistentes. O movimento respingou no mercado brasileiro de DIs (Depósitos Interfinanceiros), com as taxas futuras também em alta em toda a curva a termo, em especial nos vértices mais longos.

“Toda movimentação nos EUA que indica que o Fed está longe de chegar a uma taxa de juros final traz pressão a países como o Brasil. É muito difícil o Brasil começar um movimento de queda muito forte da Selic se os EUA ainda estão subindo juros”, pontuou Izac.

Internamente, o governo vem defendendo que, em sua reunião de agosto, o Banco Central inicie o corte da taxa básica Selic com um movimento de 0,50 ponto percentual. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

Na quinta-feira, em entrevista à Rede TV, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não se discute mais quando será o corte da Selic, mas sim qual será sua magnitude. Ele afirmou ainda que há espaço para uma redução da Selic acima de 0,25 ponto em agosto.

Apesar da pressão do governo, economistas ouvidos pela Reuters nos últimos dias afirmam que o mais provável é que o BC inicie o ciclo com corte menor, de 0,25 ponto. Na curva a termo, a precificação majoritária também é neste sentido.

Com o movimento desta sexta-feira, perto do fechamento a precificação na curva era de 24% de chances de corte de 0,50 ponto percentual da Selic em agosto e de 76% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual. Na quinta-feira, perto do fechamento, estes percentuais eram de 32% e 68%, respectivamente.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2024 estava em 12,85%, ante 12,832% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,9%, ante 10,841% do ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2026 estava em 10,32%, ante 10,208% do ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,325%, ante 10,202%.

No exterior, o viés ainda era de alta para os rendimentos dos Treasuries.

Às 16:36 (de Brasília), o rendimento do Treasury de dois anos –que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo– subia 15,00 pontos-base, a 4,7614%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 6,90 pontos-base, a 3,8283%.

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